sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

PEGO MAS NÃO ME APEGO!

Bom, ainda pensando no Manifesto por uma vida mais planctônica, lembrei-me de um causo que ocorreu aqui no Condado Peixoto.

Outra noite estava jantando com amigas em um restaurante local, Ana, Yoyo, Vivi e Mari... bebendo vinho e comendo massa, e começamos a discutir sobre como seria intessante sairmos nesse carnaval em um bloco, pois o Condado Peixoto é famoso por seu frenético Carnaval! Pensamos em vários blocos tradicionais como: A banda de Ipa...; o Suvaco de JC; Curumim de Ramos, entre outros. Depois de muito vinho e uma calorosa discussão chegamos a conclusão de que deveríamos fundar o nosso próprio bloco... foi quando a Yoyo falou a seguinte frase inspiradora "Pega... mas não se apega!", foi daí que nasceu nosso bloco carnavalesco para 2009, o PEGO... MAS NÃO ME APEGO! Estamos agora em um processo de composição da nossa marchinha e bolando as camisetas... Idéias serão bem vindas... desde que vocês não se apeguem a elas por tempo indeterminado!

MANIFESTO POR UMA VIDA MAIS PLANCTÔNICA

O Plâncton é constituído por seres cujo próprio movimento é insuficiente para vencer as correntes em meios aquáticos, são, portanto, levados de um lado para o outro nos oceanos e tem baixo número de Reynolds ;-). A palavra de origem grega significa errante e se Bob Dylan definisse o que é plâncton seria mais ou menos assim: "...to be on your own, like a complete unknow, just like a rolling stone..." ou melhor "just like plankton".

Você, Primata que se julga tão esperto, com sua postura ereta, seu tele encéfalo desenvolvido e o famoso polegar opositor, pensa que comanda a sua vida, mas na verdade ela está cheia de incertezas. Você se agarra em suas crenças, faz planejamentos, traça metas, se modifica e usa suas máscaras para viver em sociedade, se esconde atrás de sua arrogância e olha torto pra quem discorda de você ou simplesmente se cansou de usar máscaras sociais. Pois bem, essa é a sua chance ! Junte-se a nós por uma vida mais planctônica!

Deixe a vida te mostrar o caminho e vá sem resistência!! Aceite as mudanças boas e ruins como presentes e desafios para sua sobrevivência, e quando os recursos forem limitados... é só se encistar, economizando assim energia e pacientemente esperar! Se estiver em meio a uma competição ferrenha, pondere antes de lançar suas toxinas, pois toda ação tem uma reação, e as conseqüências podem ser incontroláveis! Faça parte de um plano maior... como por exemplo auxiliar na manutenção da homeostase do planeta Terra ou aumentar o sequestro de carbono da atmosfera! Nada de se fixar em um canto qualquer ou sair por aí nadando contra a corrente! Se você encontrar novos amigos, ótimo! Mas não se apegue, lembre que toda convivência é efêmera.

Esses são meus votos para vocês queridos amigos! Por uma vida mais planctônica em 2009 e Feliz Natal!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Sistematas!

Existem sistematas e sistematas! Alguns incorporam a ecologia, tão mundana, em seu trabalho, e se preocupam com os seres humanos. Há quem diga que são espécies em extinção. Esses seres classificam tudo... mas quem os classificaria e os definiria. Bom, o Caco, pesquisando para a elaboração das suas aulas encontrou uma linda definição, é de Cowan (1984). Aqui compartilho essa definição de um sistemata clássico com vocês:

"The true taxonomist is a man with a mission; he often leads a cloistered life, protected from the vexations and frustations of the everyday world, and he may well wear blinkers as opaque as any worn by a horse. Living a life of seclusion, safe in his small lab, and surrounded by his books, microscope (and perhaps his computer), he ajects an unconcern for the mundane application of his work." 

E ai? Parece com algum taxonomista que vocês conhecem? Fico feliz por não conhecer nenhum tão fechado assim ;-)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Essa é pro Caco... meu nenito


 Para meu companheiro, deixo os quatro clássicos cabeludos falarem por mim!

"When I get older losing my hair,
Many years from now.
Will you still be sending me a Valentine
Birthday greetings bottle of wine.
...
I could be handy...
Doing the garding, digging the weeds,
Who could ask for more.

Will you still need me, will you still feed me,
When I am sixty-four!"

Prometo que não ficarei careca! Antes compro uma peruca!

Too old to Rock n Roll, to young to die

Bom, no dia 10 desse mês cumpri 36 anos... quando tinha 12 anos achava as pessoas com mais de 30 anos verdadeiros anciões. Fiquei feliz em pensar que estou cada vez mais perto dos 40, acho uma idade de sabedoria. Para comemorar sai com pessoas queridas que não via a tempos! Matei as saudades.

Essa semana na academia, aqui no condado Peixoto, iniciei minha série de musculação, pois para chegar bem aos 60 é bom manter a massa muscular. O professor que me passava os exercícios constantemente me dizia: "Esse exercício é bom pro bumbum"... quando ele falou a primeira vez achei estranho... e fiquei pensando na perda de tempo em se passar uma hora na academia pensando no próprio traseiro!! Mas calei, guardei  minhas observações, afinal estou tentando me tornar mais palatável para os padrões de comportamento aqui do condado! Veio na minha cabeça a minha mãe e a minha avó, nascidas nos dias 8 e 9 de novembro, pois é, sou de uma longa linhagem de escorpianas, o que torna quase impossível guardar minhas opiniões... Bom, minha avó já faleceu, mas minha mãe, que é lindíssima, tem 78 anos (alive and kicking)! Ela nunca se preocupou com o seu próprio traseiro! 

Bem, ele falou ainda mais duas vezes!! Não agüentei... e começamos um diálogo:

Pig: "Não tenho essa vaidade boba com o meu traseiro. Venho na academia para manter a minha saúde e vitalidade... prefiro fortalecer as pernas e os braços para nadar e andar de bicicleta."

Prof: "Nossa! Nunca vi a mulherada reclamar de exercícios para o bumbum. É uma preferência nacional."

Pig: "Pois é, nem toda feiticeira é corcunda... e nem toda brasileira é só bunda. Gosto mais de me fortalecer para aproveitar a vida ao ar livre."

O Prof. foi educado e sorriu me passando as séries para pernas e braços. E eu, só pra variar, fui bocuda e grosseira... bom, é difícil mudar velhos hábitos... ainda mais por achar o condado, e esse Brasilzão, um lugar machista, onde muitas mulheres não só ocuparam, mas com orgulho, uma postura de objeto!

That's all folks!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Sitting in the dock of the bay

Hoje fui visitar meu douto irmão e tomar um mate pra trocar dois dedinhos de prosa. Passamos o final da tarde no veleiro olhando um lindo céu cinza e uma tempestade que não chegou. Esses momentos únicos fazem desse mundo um lugar especial.

Sitting in the morning sun I'll be sitting when the evening comes Watching the ships roll in And I watch 'em roll away again  [Chorus] Sitting on the dock of the bay Watching the tide roll away I'm just sitting on the dock of the bay Wasting time  I left my home in Georgia Headed for the 'Frisco bay 'Cause I had nothin to live for And look like nothing's gonna come my way  So I'm just... [Chorus]  Look like nothing's gonna change Everything still remains the same I can't do what ten people tell me to do So I guess I'll remain the same  Sittin here resting my bones And this loneliness won't leave me alone It's two thousand miles I roamed Just to make this dock my home

Diálogo no shopping das moringas

Piggy: "Quanto custa a moringa?"
Vendedor: "Dez reais."
Piggy: "E o vaso de barro?"
Vendedor: "Quinze reais."
Piggy: "Vou levar os dois?"
Vendedor: "É para o trabalho?"
Piggy perplexa em pensamento... que vendedor curioso...
Piggy: "Não, é pra minha casa."
Vendedor: "Mas qual é o Santo?"
Piggy... olhando a sua volta... vários artigos religiosos... finalmente percebe que está em uma casa de Umbanda e responde: "Não, é só pra armazenar a água e enfeitar a casa!"

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Babilônia em chamas!

O domingão passou e voltei para a rotina de trabalho... adoro trabalhar... sei que é estranho. Nessa quarta algo bizarro aconteceu... Perto de onde trabalho, aqui mesmo no condado Peixoto, ouvi ruídos... como se fossem bombinhas, tipo track! Uma amiga que estava comigo, e é desse condado, me falou: "Não se assuste... isso são tiros... é comum!!!!!" Meu susto foi maior ainda, a palavra COMUM, gelou minha espinha!! Na hora pensei no Caco (meu amor, já que sou a Miss Pig), nas crianças e nos meus pais... meu estômago ficou embrulhado, pensei... nem tudo são flores e lindas paisagens no condado... aqui as balas são de verdade! Na hora do almoço fui almoçar no restaurante que tem as motos (outra paixão clássica), quando estava voltando com amigos... Putz, outro forfé na esquina, dois camaradas queriam roubar o celular de um amigo.

A noite, ao sair da academia, senti cheiro de fumaça, e onde há fumaça há fogo! Caros, um café bar onde vou sempre ouvir um jazz, tomar vinho e olhar CDs do Yes... pegou FOGO!!!! Na cozinha!!! Que loucura, enquanto isso no meu i-pod soava "Across the Universe", dos Beatles... as pessoas caminhavam normalmente, outros assistiam o futebol na TV, e até esse incêndio parecia incrivelmente COMUM! Até quando vamos fechar os olhos e fingir que TUDO ISSO É NORMAL?!?

Um domingão de sol no condado Peixoto

Bom... como diria o Premê, clássico grupo de meu condado de origem... "Era um domingão, tudo no fuscão, tinha muito sol. Meu avô na frente, minha avó atrás, e o rádio a mil, que legal!" Esse domingão foi assim... na verdade, como todo bom domingão ele começou no sabadão a noite. Sai com minhas amigas Ana e Vi, e fui ao bobódromo do condado Peixoto... lá é bem legal, rola um samba da antiga... apesar de gostar muito de samba clássico...sinto falta do velho Rock 'n Roll, mas aqui é assim, no condado Peixoto faça como como os locais! Sambamos até as pernas não aguentarem mais, depois comemos um enorme petit gateau (ou gran gateau se preferir) e fomos para a toca de hobbit da Ana. Acordamos tarde e vagarosamente fomos à praia da burguesia local, estava ótimo! Comi até biscoito globo! Depois fomos a feira de bijus e adereços do condado...e terminamos com uma comidinha leve e chazinhos! Todos os dias poderiam ser assim no condado Peixoto!!

Nos tempos do zip drive

Pois é... sou uma pessoa clássica. Minha bike é clássica (Specialized hard-rock, comprada em 1993, "vermelhinha free shop", como no lindo condado de Sanca City costumávamos comentar); minha câmera fotográfica, uma canon toda manual, é clássica... onde moro a coisa mais difícil é encontrar filme "preto-e-branco" para a minha câmera! Amo máquinas de costura Singer, antigas, e uma das minhas tristezas é pensar que minha mãe presenteou minha prima com a máquina dela! 

Bom, todas essas antiguidades, ou quinquilharias para os leigos, são da década de 70 ou do final dos 80, mas e o zip drive? Um dia, caminhando pelo condado Peixoto, onde vivo agora,  e olhando as crianças brincando me perguntei, esses seres humanos nunca conhecerão essa relíquia...mas será que alguém ainda tem um drive desses? Externo? Bom, pensei no meu velho zip-drive, que me acompanhou durante o mestrado (meados da década de 90), e que foi na partilha dos bens do meu primeiro "casamento", junto com o fogareiro de montanha e os CDs do Frank Zappa (bem que o Armando me disse pra por nome em tudo).  Em uma pesquisa nada científica no google, descobri que a IOMEGA ainda vende Zip Drives! De 750 MB e 250 MB... em uma mundo que falamos em gigas e terabytes. Quem compra???

Bom, falando dessa angústia para minha amiga Ana, que também mora nesse condado, ela me informou que tem e usa seu antigo Zip Drive!!! Isso que é reutilização e desapego nesse mundo de consumismo! Enquanto as pessoas compram discos rígidos portáteis e fazem seus back ups com o time machine... minha amiga, como um hyppie no meio dos yuppies, bravamente utiliza seu zip drive! Como um Quixote!

Mas esse fato ainda não responde a minha pergunta...quem compra esses drives atualmente? Eu, como colecionadora compraria um antigo, mas não um novo.

Bom, esse blog se destina a apresentar fatos do dia a dia do condado Peixoto... local que existe apenas no mundo das idéias e fica ao lado da Helinelândia, inspiradora desse repentino desejo de disseminar parábolas bizarras através de algo tão moderno, e nada clássico, como um blog.